
Por Cristiany Sales*
Pense comigo: se a Copa do Mundo FIFA 2026 fosse uma grande auditoria de competências, você passaria? Pode parecer exagero, mas não é. Assim como as seleções que vão disputar o mundial nos Estados Unidos, Canadá e México, ninguém chega a um grande palco por acaso. Existe planejamento rigoroso, metas claras e acompanhamento contínuo. Na auditoria, aprendemos a identificar falhas, corrigir rotas e garantir eficiência — no futebol e na vida profissional, o princípio é o mesmo. Agora me diga: você tem um plano estruturado para onde quer chegar ou está apenas esperando ser “convocado” pela sorte?
Mas só planejar não resolve — é a estratégia que muda o jogo. Veja seleções como França e Argentina: você acha que o destaque delas vem apenas de talentos individuais? Ou de sistemas bem definidos, leitura de cenário e decisões assertivas? No mercado de trabalho, funciona da mesma forma. Empregabilidade hoje não é sobre fazer tudo, mas sobre saber onde você agrega mais valor. Estratégia é posicionamento. É entender seu diferencial e jogar com inteligência. Então eu te pergunto: qual é a sua estratégia profissional ou você ainda está improvisando a cada oportunidade?
E quando falamos de foco e decisão, o paralelo fica ainda mais claro. Times com grande potencial como, Brasil, Inglaterra e Espanha carregam elencos fortes — mas isso, sozinho, não garante vitória. O que decide é consistência, disciplina e coragem nas escolhas. Um erro, uma hesitação, e tudo muda. Na sua carreira, quantas oportunidades você já perdeu por indecisão? Quantas vezes desviou do foco? Na auditoria, não decidir também é um risco — e no mercado, isso custa caro. Quem se destaca não é quem sabe tudo, mas quem decide com responsabilidade e age com clareza.
E, por fim, vamos falar de trabalho em equipe — porque nenhum possível campeão, seja a Argentina tentando se manter no topo ou a França buscando mais um título, vence sozinho. Existe integração, comunicação e confiança. E aqui entra uma recomendação profissional direta: desenvolva sua capacidade de trabalhar com pessoas, porque competência técnica sem colaboração tem prazo de validade. Agora a pergunta final — e talvez a mais importante: se hoje você fosse avaliado como um “profissional em campo”, seria titular ou reserva? O jogo já começou. A decisão de evoluir, ajustar sua estratégia e se posicionar melhor é sua.
*Cristiany Sales é controladora interna da Agência de Negócios do Acre (Anac S.A.); MBA em Controles Internos e Auditoria; Pós-Graduada em Auditoria Empresarial; Planejamento e Gestão; Pedagogia Empresarial com Ênfase em Gestão de Pessoas; Justiça Restaurativa e Mediação de Conflitos; Graduada em Direito e Pedagogia.
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