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Processo de implementação da Universidade Indígena do Maranhão é destaque no ‘Diário da Manhã’

Primeira instituição de ensino superior para os povos originários será implantada no Território Indígena Araribóia, em Amarante, e as ações estão e...

24/04/2026 às 16h41
Por: Redação Fonte: ALEMA
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O apresentador Ronald Segundo entrevistou a professora Isabela Pearce
O apresentador Ronald Segundo entrevistou a professora Isabela Pearce

Agência Assembleia / Foto: Wesley Ramos

A professora Isabella Pearce, diretora jurídica do Instituto Tukàn, participou, nesta sexta-feira (24), do programa ‘Diário da Manhã’, da Rádio Assembleia (96,9 FM). Ela fez um relato sobre os trabalhos para implementação da Universidade Indígena do Maranhão. O programa tem transmissão simultânea da TV Assembleia.

Na conversa com o jornalista Ronald Segundo, Isabella Pearce destacou que o Instituto Tukàn realiza um projeto pioneiro no Brasil e no mundo, que é a primeira universidade indígena em território tradicional.

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“É importante informar que os primeiros cursos dessa universidade estão sendo elaborados a partir das escutas públicas, realizadas pelo nosso Instituto, em parceria com a Fapema [Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão]”, declarou a professora.

Ela explicou que a Universidade Indígena, que será implantada no Território Indígena Araribóia, no município de Amarante, no Maranhão, representa uma conquista histórica para os povos originários do estado, além de ser um marco educacional ao implantar um formato inovador de formação superior, que integra saberes ancestrais e conhecimento científico.

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Isabella Pearce enfatiza que a colaboração com os povos indígenas na implantação de um novo modelo de formação universitária representa um avanço necessário na pesquisa e desenvolvimento científico.

Escutas participativas

A professora acrescentou que o projeto avançou com a realização de escutas participativas realizadas nas 10 macrorregiões indígenas do estado. Esta etapa fundamental na construção do Centro de Saberes Tentehar reuniu representantes da população Tenetehar, professores, gestores, estudantes e lideranças jovens e anciãs.

Ao todo, foram quatro escutas, a partir das quais foram definidos os primeiros cursos para fortalecer a proteção territorial e a cultura, como áreas voltadas para a linguística e gestão ambiental. Outro ponto fundamental é que a Universidade Indígena será bilíngue, tendo como idiomas o português e o tenetehar.

A coordenação-geral do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) do Programa Universidade Indígena – Centro de Saberes Tenetehar é do cacique Silvio Santana da Silva, de Fabiana Guajajara e da professora doutora Isabella Pearce, também do Instituto. O projeto é resultado de parceria Governo do Estado, por meio da Fapema, Uema e UemaSul com o Instituto Tukàn.

Ainda segundo a diretora jurídica do Instituto Tukàn, o projeto foi pensado pelas lideranças indígenas e deverá ter um ponto fundamental: a busca da autonomia socioeconômica para este povo indígena. A estrutura arquitetônica da Universidade terá a forma de um cocar, visto de cima, proposta feita pelos indígenas. A professora informou que, nesta fase do projeto, estão sendo realizados os estudos para o lançamento dos editais, aprovação de cursos e outros processos administrativos.

Em transmissão simultânea e ao vivo, o ‘Diário da Manhã’ pode ser acompanhado de segunda a sexta-feira, das 9h às 9h30, pela Rádio Assembleia (96.9 FM) e pela TV Assembleia (canal aberto digital 9.2; Maxx TV, canal 17; e Sky, canal 309), além do canal do Youtube.

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