
O Governo de Minas Gerais deu um passo decisivo para estreitar as fronteiras do conhecimento na educação pública. Com a implementação do Projeto Minas Bilíngue, por meio da Secretaria de Estado de Educação (SEE/MG) , o estado deixa de oferecer línguas estrangeiras apenas como disciplinas isoladas e passa a integrá-las ao cotidiano dos estudantes.
Com o novo modelo, os estudantes da rede estadual podem terminar o ensino médio com fluência e competência intercultural, preparando-os para o mercado de trabalho e para o mundo. Após três meses de implementação, as escolas já começam a exibir as primeiras mudanças, tanto na grade curricular como na infraestrutura das instituições.
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"Estamos promovendo uma transformação importante na forma como nossos estudantes aprendem línguas. O Minas Bilíngue vai além do ensino tradicional, ao integrar cultura, tecnologia e competências globais, preparando nossos jovens para um mundo cada vez mais conectado e cheio de oportunidades", destaca o secretário de Estado de Educação, Rossieli Soares. | ||||
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Os resultados já aparecem nos pátios e refeitórios. Na Zona da Mata, a escolha pelo inglês na Escola Estadual Bilíngue de Tempo Integral Maria Elidia Rezende Andrade, em Juiz de Fora, gera frutos. A diretora Marinês Miranda relata como as adaptações mudaram o clima escolar nos primeiros três meses. "Já tivemos mudanças nos murais feitos pelos meninos e o aumento da carga horária de inglês foi bem recebido por eles”, pontua.
A gestora ainda destaca que enquanto a sala bilíngue definitiva é preparada com os recursos do projeto, a escola já se modernizou. "Adaptamos uma sala multi-meios para que os meninos já pudessem fazer uso dos Chromebooks que receberam e da tela interativa, para que tivessem aquela proximidade com as mudanças que estão vindo", explica.
Interculturalidade
“Uma coisa interessante que já estamos fazendo é a adaptação da nossa merenda aos pratos típicos da culinária mundial dos países de língua inglesa. Já fizemos o prato de peixe com batata e os meninos gostaram demais", contou Marinês.
O prato ao qual a diretora se refere é o “fish and chips”, típico da culinária do Reino Unido. Além do conteúdo em sala de aula, o Minas Bilíngue também ensina sobre a cultura e tradições dos países da língua selecionada pela escola.
A outra instituição da cidade que também participa do Minas Bilíngue é a Escola Estadual Professor José Saint’Clair de Magalhães Alves, que tem como segunda língua o espanhol e espera utilizar a Copa do Mundo nas atividades.
“A ideia é que tenhamos duas atividades neste ano. A primeira será a feira cultural com comidas típicas, danças e a valorização da cultura latinoamericana. Já na segunda, queremos aproveitar este evento grandioso que é a Copa e transformar nossa competição interclasses em um momento esportivo internacional com cartazes em espanhol, termos da competição e seleções que falam idioma sendo representadas”, explica o diretor da unidade, Bruno Rodrigues.
Estudante do primeiro ano do ensino médio, Vitória da Silva, 14 anos, comenta sobre a introdução do espanhol no dia a dia da escola. “Aprendemos sobre gramática, sobre números e tudo mais, só que em espanhol. Isso é muito interessante, pois eu, particularmente, adoro aprender sobre novas culturas e estudar essa nova língua está sendo incrível”, afirma.
Investimento e expansão
Para garantir a qualidade dessa transição, o Governo de Minas anunciou em 2025 um investimento robusto que ultrapassa os R$ 40 milhões na fase de implementação.
Nesta etapa, o programa alcança escolas em diversas Superintendências Regionais de Ensino (SREs) como Juiz de Fora, Uberaba, Montes Claros, Divinópolis e diversas outras. Ao todo, são 30 escolas bilíngues espalhadas pelo estado. Um ponto central é que o programa permite a oferta de diferentes idiomas, respeitando a escolha e o projeto pedagógico de cada unidade.
Para possibilitar essa transformação, as unidades selecionadas recebem aporte financeiro adicional diretamente na Caixa Escolar, totalizando mais R$ 4,5 milhão disponibilizados pela SEE/MG. Esse recurso é carimbado para a realização de adaptações físicas e pedagógicas, contemplando desde a criação de salas temáticas e a aquisição de mobiliário até a compra de insumos destinados a atividades culturais e vivências linguísticas.
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